Tag Archives: Eleição

CONVENÇÃO: Marina diz que PSDB e PT já tiveram suas chances

DSC_0921-1024x682

Discursando na convenção da Frente Popular por Pernambuco, em Recife, a pré-candidata a vice-presidente da República ao lado de Eduardo Campos, Marina Silva, disse que a aliança com Campos não é construída por interesses financeiros, mas pelo ideal de melhorar o país. E que chegou a hora de sair da dicotomia PT/PSDB. Marina cutucou também o palanque tucano afirmando que o PSDB já teve a sua chance de transformar o Brasil, mas cometeu muitos erros, como o PT.

“Seremos um cordão de três pernas que é mais difícil de quebrar. Eu, você Eduardo e o povo brasileiro. Esta aliança não é feita de cifras milionárias, mas em cima de ideias. Estamos fazendo uma aliança em dois turnos: uma aliança com cada homem e cada mulher, e no segundo turno uma aliança para governar”, discursou, em tom enérgico, lançando o slogan “um passo a frente: Eduardo presidente”.

“O PSDB teve a sua chance e também cometeu muitos erros. O PT teve a sua chance, deu a sua contribuição e também cometeu mutos erros. Estão tentando amedrontar as pessoas dizendo que iremos tirar o bolsa-família. Não é verdade. Neto de Miguel Arraes não faz isso. Esta é uma aliança que veio para nos juntar pelo Brasil que queremos. Um passo a frente: Eduardo presidente”, bradou a ex-senadora.

Tuma Jr.: “Lula mentiu outra vez”

20140603101918_cv_lula_gdeAutor do livro “Assassinato de Reputações”, obra na qual revela ações de órgãos do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para forjar dossiês contra adversários políticos, o ex-secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Junior, voltou a criticar o dirigente petista, na tarde de ontem (2), por declarações feitas com relação ao livro “O que sei de Lula”, do jornalista José Nêumanne Pinto.

Questionado sobre o conteúdo da obra e sua possível proximidade com um dos mais prestigiados e polêmicos colunistas políticos do Brasil, o ex-presidente se limitou a dizer que não conhece o jornalista e que nunca esteve com ele. Ao ser informado da declaração, Tuma Jr. fez uso de seu perfil no Facebook para, segundo ele, provar que o petista “mentiu outra vez”.

“Em entrevista à Carta Capital, Lula, instruído por algum idiota mal informado, refere-se ao livro ‘O que sei de Lula’, publicado pela Topbooks, sem citar o autor e diz que o mesmo nunca esteve com ele e nem o conhece. Engraçado que ele se refere a isso após três anos da publicação do excelente jornalista, poeta e escritor José Nêumanne Pinto, com quem Lula dividia momentos íntimos no passado, como pode-se comprovar na foto acima”, escreve Tuminha.

“Eu diria que trata-se de uma foto CaPTa CaPTal, por ser prova material de que o Barba, mal assessorado, mentiu outra vez”, completa o ex-secretário.

PTB x PSB: partidos trocam farpas e aquecem disputa em PE

 VOTOFaltando pouco mais de 30 dias para o início da campanha eleitoral, o tempo esquentou entre as coligações do PSB e PTB que disputam o comando do Palácio dos Campos das Princesas. Nesta terça-feira (20), durante entrevista ao Blog da Folha, o presidente regional do PSB, Sileno Guedes, que estará no próximo sábado (24) em Serra Talhada, acompanhado do pré-candidato Paulo Câmara, centrou fogo no senador Armando Monteiro Neto, pré-candidato pelo PTB.

Não conheço nenhuma experiência exitosa dele (Armando) no setor privado. Não tem time, ao contrário de Paulo Câmara. Esse tem  time, tem um grupo formado, tem um conjunto de partidos”, disse Guedes, acrescentando: “O senador tem que passar mais quatro anos no Senado para se redimir com a sociedade pernambucana, sobretudo os trabalhadores, que confiou nele numa perspectiva mais progressista. Basta ver os votos que ele fez no Senado contra os trabalhadores”, disparou Sileno, no entanto, sem detalhar quais seriam essas posições que constrangeriam o discurso de Armando Neto.

Guedes também afirmou que Monteiro não tem experiência no serviço público. “A gente desconhece qual é a experiência no serviço público. Onde foi que ele passou? Passou por entidade de classe e entidade de classe dos patrões”, alfinetou.

CONTRA-ATAQUE

O contra-ataque da coligação trabalhista veio na tarde desta terça-feira (20) em nota enviada à imprensa. De acordo com o secretário-geral do PTB, José Humberto Cavalcanti, Sileno Guedes é “um tarefeiro de baixa patente” e está preocupado com o crescimento da pré-candidatura de Armando Monteiro.

Sileno vive a dificuldade de conseguir explicar uma fragilidade que o povo de Pernambuco já percebeu. A de tentar impor, junto com o seu grupo, aí, sim, como verdadeiros patrões políticos, um nome sem qualquer representatividade na sociedade, além daquela que deriva das circunstâncias de subordinação e parentesco, como o de Paulo Câmara”, diz um dos trechos da nota.

 A nota termina afirmando que em 2010, o PSB reconheceu a trajetória vitoriosa do senador Armando Monteiro.

 

O Panamá vota pela mudança e elege Juan Carlos Varela como presidente

PanmaO Panamá votou pela mudança, derrotou o continuismo de uma força política comandada pelo presidente Ricardo Martinelli e, depois de uma agitada disputa eleitoral que arrematou com as eleições gerais deste domingo, optou pela alternância no poder e converteu em presidente eleito o opositor Juan Carlos Varela, postulado por uma aliança dos partidos Popular e Panamenhista.

Como parte de uma tradição da vida eleitoral panamenha, o presidente do Tribunal Eleitoral, o juiz Erasmo Pinilla, ligou para Varela para informá-lo que, de acordo com os resultados das votações e em uma tendência irreversível, “você é o Presidente eleito” deste país para o período 2014-2018.

“Muito obrigado juiz presidente. Que Deus abençoe o Panamá e sobretudo a este formoso povo”, respondeu Varela. “Hoje ganhou o Panamá e hoje ganhou a nossa democracia”, acrescentou.

“Assim é, senhor Presidente”, respondeu Pinilla.

Varela derrotou o oficialista José Domingo Arias, do governante partido Cambio Democrático (CD)—que em 2009 ganhou com Martinelli—, e ao opositor Juan Carlos Navarro, do Partido Revolucionário Democrático (PRD), e deverá assumir o cargo no dia primeiro de julho para um mandato de cinco anos.

Com sua ascensão à Presidência, Varela terminará com um governo que, como o de Martinelli, foi reiteradamente acusado de ser autoritário, ao conseguir progressivamente o domínio dos poderes Legislativo e Judiciário, além do Executivo e de outras estratégicas áreas estatais, como a Procuradoria e Controladoria.

Fonte: El País.

E APOIS! – ELEIÇÕES: REFORMAR AS LEIS OU OS COSTUMES?

IMG_20120803_223647OS “ELES” QUEREM NOS FAZER CRER que uma reforma eleitoral engendrada por quem se beneficia das mazelas de um processo orquestrado para manter quem já estar no poder seria eficaz para estancar a sangria desatada da corrupção política no Brasil. É o caso dos projetos apresentados no Congresso Nacional e da recente decisão do Supremo Tribunal Federal de proibir o financiamento de campanhas por empresas privadas, que corrobora, apenas, para oficializar o chamado caixa dois, tese de defesa dos mensaleiros.

No entanto, indiferente a toda essa manobra legislativa está o eleitor, difusor natural das práticas de corrupção eleitoral no país, por alimentar a crença de que se todos são ladrões, estando também ele no poder, não declinaria do seu direito de enriquecimento ilícito à custa do erário público já que, pela leniência do brasileiro, ser desonesto é a nossa cultura e nunca vai mudar. Enquanto isso, num altruísmo invejável, elege e reelege os mesmos sacripantas que desde outrora saqueiam os cofres públicos, numa orgia interminável com o dinheiro do contribuinte.

Diante disso, ouvir de uma pessoa leiga: “Se o eleitor acredita que qualquer um que chegue ao poder roubará igual ou muito mais do que os que lá estão, porque pressupõe que seja a mesquinhez, o egoísmo e a corrupção da índole do brasileiro, então votar em quem já se sabe mesquinho, egoísta e corrupto não é um exercício de cidadania, e sim, manifestação inolvidável de cumplicidade criminosa com quem, ao desviar verbas da saúde, condena à morte milhares de seres humanos pobres que nem ele”. Os Cientistas Políticos e outras pessoas letradas a serviço dos “Eles” dirão que, pelo sufrágio universal, um povo livre impõe a sua vontade soberana, elegendo aqueles que representam seus verdadeiros anseios.

E quanto ao eleitor que exerce com fervor e assiduidade o seu direito de votar, não atentando para a conduta de quem, amavelmente, conquista sua confiança, e, findada a contagem de votos o trai na primeira oportunidade, entenderá, algum dia, que a ação política de quem mereceu seu voto é a mais fiel manifestação da conduta dos que o elegeram? E que, quando se fala em amadurecimento da democracia pelo exercício do escrutínio, quer-se, ao mesmo tempo, reafirmar que o grau de honradez do eleito é diretamente proporcional a do votante, pois democracia é, antes de tudo, um exercício de deveres e não o gozo de privilégios?

Por essas e outras, é que “Os Eles” sempre sacam de suas cartolas imponentes um novo estratagema de ludibriar o eleitor já combalido por sua pusilanimidade espiritual, calcada na crença estúpida de que seu voto de nada serve contra os elegantes e espirituosos ladrões de impecável gestualidade nobre e cavalheirismo exacerbado. E desse modo, resta confirmada a tese de “total insignificância do cidadão perante o Estado”, secretamente defendida por quem ainda não é “Os Eles”.

Então, como se diz por aí “que voto não tem preço, mas sim, consequências”, sigamos nossa odisseia de escolhas inescrupulosas e, quem sabe, um dia, talvez, compreendamos as palavras do Bruxo do Cosme Velho que dizia na sua teoria do medalhão: “antes de mudar as leis, reformemos os costumes” Eu é que não acredito mais nos “ELES”. E VOCÊ?

Por: Adão Lima de Souza

“Vai Que É Sua, Lula”

images-cms-image-000368701

Disparo contra a pré-candidatura do PT, em São Paulo, faz ressurgir das cinzas uma ideia proposta por João Santana, em 2012: a de que o ex-presidente Lula seja o candidato petista ao Palácio dos Bandeirantes; como o PT hoje não tem nomes para uma eventual substituição de Alexandre Padilha, uma vez que Marta Suplicy e Aloizio Mercadante não se desincompatibilizaram, restaria a opção Lula; numa nota intitulada “Taffarel”, o colunista Jorge Bastos Moreno o exortou a aceitar o desafio: “Vai que é sua, Lula”

Em novembro de 2012, o marqueteiro João Santana, responsável pelas campanhas políticas do PT, concedeu uma entrevista polêmica. Disse que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seria o melhor nome para governar São Paulo. “Vou fazer uma provocação. É uma pena o nosso candidato imbatível, Lula, não aceitar nem pensar nesta ideia de concorrer a governador de São Paulo”, disse ele. “Você já imaginou uma chapa com Lula para governador tendo Gabriel Chalita, do PMDB, como candidato a vice? E mais do que isso. Já imaginou o que seria, para o Brasil, Dilma reeleita presidenta, Lula governador de São Paulo e Fernando Haddad prefeito da capital? Daria uma aceleração incrível no modelo de desenvolvimento econômico e avanço social que o Brasil vem vivendo”, afirmou.

Neste sábado, a ideia voltou a circular depois que o pré-candidato do PT em São Paulo, Alexandre Padilha, foi alvejado por um disparo da Polícia Federal, pois um trecho do relatório da Operação Lava Jato traz uma frase do deputado André Vargas (sem partido-PR), em que ele afirma que o ex-ministro indicou um executivo para o laboratório Labogen – o que Padilha, ontem, negou enfaticamente em entrevista coletiva.

No entanto, o impacto do disparo na candidatura Padilha só será conhecido nas próximas semanas. E várias dúvidas foram levantadas sobre a viabilidade de um candidato que já não pode mais ser substituído por outros nomes de peso de dentro do PT, uma vez que Marta Suplicy e Aloizio Mercadante, ministros do governo Dilma, não se desincompatibilizaram para disputar as eleições deste ano.

Mas, embora tenha toda essa especulação, tudo indica que o “bom velhinho”, que agora comparado com um dos melhores goleira do Brasil, seja mesmo, é candidato a presidente.

E, esse sim, é um grande problema para o PT, pois, se compararmos o da candidatura de Padilha com o da candidatura à presidência, fica evidente que o problema do governo de São Paulo é “fichinha”, todavia, que é notável o “Racha” do PT: continua com Dilma, ou colocar Lula.

Por isso, cabe um “Vai que é sua, Lula”?

Por: ” O Cidadão”