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UNESCO: Desigualdade Social influencia decisivamente na aprendizagem da criança

FavelasEstudo da Unesco investigou os fatores que melhoram a qualidade da educação – um dos poucos a fazer esse tipo de análise – e concluiu que “os avanços de aprendizagem se relacionam positivamente com o nível socioeconômico das famílias, o apoio dos pais, o fomento da leitura e a assistência prévia à educação pré-escolar (inicial)”. Ao mesmo tempo, “os estudantes que faltam à escola e que pertencem a grupos indígenas têm menores conquistas acadêmicas”.

“Os sistemas escolares da região se mostram altamente segregados socioeconomicamente, motivo pelo qual são requeridas políticas específicas que impeçam que o sistema educacional reforce esse fenômeno”, escrevem os técnicos no relatório. Eles também fazem uma proposta que pode provocar controvérsia: “É indispensável proibir explicitamente processos de seleção, direta o indireta, nas escolas que recebem recursos públicos”.

Os resultados também melhoram com “o auxílio e pontualidade dos professores, o acesso a cadernos e livros, as boas práticas docentes” e a disponibilidade de materiais e infraestrutura. Pioram, por usa vez, nos “sistemas escolares pouco inclusivos social e economicamente”, e violentos.

O relatório também avalia o impacto dos computadores nas salas de aula. Em quase todos os países foram iniciados nos últimos anos programas para distribuir de modo gratuito laptops aos alunos de escolas primárias e secundárias. Mas a Unesco alerta que “o uso do computador no âmbito escolar tende a interagir negativamente com a aprendizagem, embora se observem algumas exceções conforme o contexto e a frequência de uso”

Para muitas crianças carentes de livros e bibliotecas nas proximidades, o computador se transformou no principal meio de acesso a informação enciclopédica. Esse fator se tornou fundamental na educação. “Sua utilização fora da escola tem uma relação positiva com o desempenho dos alunos”, conclui o informe.

Unesco: brasileiros têm baixo nível de aprendizagem

EducaçãoA maioria dos alunos brasileiros ficou nos níveis mais baixos de aprendizagem (I e II, em uma escala que vai até IV) nos resultados do Terceiro Estudo Regional Comparativo e Explicativo (Terce), divulgados nesta quinta-feira em Santiago (Chile). Coordenado pelo Escritório Regional de Educação da UNESCO para América Latina e o Caribe, o Terce avaliou o desempenho escolar de estudantes do ensino fundamental em matemática, leitura e ciências naturais de 15 países.

Em matemática, 83,3% dos estudantes brasileiros do 7º ano e 60,3% dos que cursavam o 4º ano ficaram nos níveis I e II. Apenas 4% e 12%, respectivamente, tiveram menção máxima, no nível IV, na disciplina. Em leitura, no 4º ano, foram 55,3% nos dois primeiros níveis. Entre os alunos do 7º ano, o índice foi de 63,2%. Em ciências naturais, 80,1% também ocuparam as duas classificações mais baixas.

O Chile é o país que mais se destaca, com índices elevados no nível IV: 39,9% em leitura (3ª série), 34,2% em leitura (6ª série), 21,9% em matemática (3ª série), 18,4% em matemática (6ª série) e 18% em ciências naturais (6ª série). O Terce envolveu mais de 134 mil alunos de 15 países e do estado mexicano de Nuevo León. No Brasil, passaram pelo teste estudantes do 4º ao 7º ano. Nos demais países, os participantes cursavam da 3ª à 6ª série.

Os países que participam do Terce são Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana e Uruguai, além do estado mexicano de Nuevo León. Notas dos alunos em cada disciplina foram divulgadas em 2014. O relatório mostra a distribuição dos estudantes por níveis de aprendizado.

Unesco mostra Brasil atrás do Chile e do México em educação

UNESCO 2O Brasil tem a maior economia da América Latina, mas não exibe o mesmo vigor quando o assunto é educação. O país ficou acima da média regional apenas em duas das sete provas de avaliação latino-americana promovidas pela Unesco em 2013 e divulgadas neste mês. Melhor para o rival regional, México. Apesar do confronto entre o presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, com professores de seu país, o rendimento dos alunos das escolas primárias mexicanas está no ponto mais alto da América Latina. Ao lado dos do Chile e da Costa Rica, os estudantes mexicanos figuram acima da média regional nas sete provas. Os alunos do Paraguai, Honduras e República Dominicana aparecem abaixo da média nos sete exames.

A Unesco avaliou mais de 134.000 alunos em 15 dos 19 países latino-americanos em 2013. Só faltaram Cuba, El Salvador, Bolívia e Venezuela. Foram examinadas crianças do terceiro ao sexto ano primário em leitura, escrita, matemática e, no caso dos maiores, ciências naturais.

Logo atrás do Chile, Costa Rica e México, o Uruguai conseguiu resultados acima da média em seis das sete provas. Argentina e Peru superaram a média em quatro. A Colômbia em empatou com o Brasil: ficou em duas à frente; e Guatemala, somente em uma.

Nenhum desses países pode festejar demais, segundo as conclusões da Unesco. “A região conseguiu avanços significativos em matéria de alfabetização e abrangência de seus sistemas educacionais, mas continuam importantes desafios em matéria de qualidade e equidade”, alertou o diretor de Educação da Unesco para a América Latina, Jorge Sequeira. O organismo da ONU destacou que a aprendizagem melhorou em quase todos os países da região, mas “a maioria dos estudantes continua concentrada em níveis baixos de desempenho”. São poucos os alunos que obtêm os melhores resultados.

Em seis dos sete testes, Guatemala e Nicarágua se situaram abaixo da média regional. O Panamá foi mal em cinco; o Equador, em dois; e a Colômbia, em um.